3 de novembro de 2024
3 de outubro de 2024
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas(Republicanos), e o seu secretário de segurança pública, o bolsonarista Guilherme Derrite(PL), prenderam de forma arbitrária o professor Adriano Gomes da Silva, por um crime que ele não cometeu. O professor é mais uma vítima da perseguição política praticada pelo governo fascista do Estado de São Paulo.
EXIGIMOS A LIBERDADE IMEDIATA DO PROFESSOR ADRIANO!
Desde o dia 16 de setembro deste ano, o Estado de São Paulo prendeu e mantém preso (na unidade prisional de Franco da Rocha II) o professor da rede pública de ensino da cidade de São Paulo, Adriano Gomes da Silva.
Sob acusações arbitrárias e provas tramadas, o governo do Estado de São Paulo, utilizando-se de suas instituições militar, jurídica e política, tenta silenciar, reprime e encarcera o professor Adriano, que com coragem enfrenta esse modelo de política fascista.
Acontece que o professor Adriano, com anos dedicados à luta em defesa da educação, enfrenta a truculência de um Estado que se esforça para destruir aqueles e aquelas que lutam por mudança e por dignidade.
O professor Adriano foi condenado a 10 meses de prisão em regime semiaberto. Motivo: manifestar-se contra as injustiças do Estado burguês, revoltar-se contra a violência de policiais que espancavam os Direitos Humanos de pobres trabalhadores numa ação de despejo de uma ocupação de moradia.
Por que a prisão do professor Adriano se trata de uma perseguição política?
Primeiro, porque em todos os processos – movidos pelo Estado – contra o professor, as acusações são sempre as mesmas (“desacato” e “desobediência”) e nos quais há sempre uma predominância de policiais como testemunhas acusatórias. Percebe-se: quem o prende são os mesmos que o acusam! Sua atual prisão, se dá pelo fato dele já ter sido julgado, condenado e sentenciado (sem ser comunicado para que pudesse recorrer) num processo de 2018, numa ação de despejo de uma ocupação, contra a qual o companheiro se posicionou diante da truculência policial, e sob a qual se tornou réu e foi condenado por desacato. E, segundo, porque em geral sentença por desacato costuma ser cumprida em regime aberto.
Cabe lembrar que a pedido do Governo do Estado de São Paulo, a Procuradoria Geral do Estado (PGE), desde 2014, moveu um Processo Administrativo Disciplinar contra o professor Adriano e o enviou à Secretaria de Educação, do qual resultou na sua demissão - em 2020 - do cargo que ocupava.
O Estado de São Paulo carrega um histórico de hostilidades e perseguições políticas contra trabalhadores. Incontáveis funcionários públicos do estado de São Paulo, têm sofrido ameaças, perseguição, prisão e demissões ao longo dos governos do PSDB (foi assim na greve de 2000 com o professor Tonhão e mais 4 companheiros demitidos) e agora o é no governo bolsonarista de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O processo movido contra o professor Adriano, demostra o caráter da política terrorista do governo burguês no Estado de São Paulo. Montado para criminalizar um professor que luta contra as políticas de destruição da educação e contra a precariedade das condições sociais; que luta pela dignidade da condição humana; que luta por uma escola de qualidade e gratuita para todos e todas!
A história não deixa dúvidas: os governos do Estado de São Paulo carregam em seu histórico a prática de arruinar a educação e as condições de vida do povo trabalhador! Os governos e a burguesia são bandidos do mesmo saco!
Não podemos permitir que a burguesia paulista leve adiante – sem ser contestada - seu projeto de ditadura capitalista!
Todos os processos movidos pelo Estado contra o professor Adriano têm seu peso político de classe.
Daí a importância de nos posicionarmos em solidariedade ao companheiro.
LIBERDADE IMEDIATA PARA O PROFESSOR ADRIANO GOMES DA SILVA!
E PARA TODOS OS PRESOS POLÍTICOS!
LUTAR NÃO É CRIME!
COMITÊ EM APOIO E SOLIDARIEDADE AO PROFESSOR ADRIANO GOMES DA SILVA
24 de maio de 2021
NEM PARLAMENTO, NEM ELEIÇÃO! AÇÃO DIRETA E REVOLUÇÃO!

Neste dia 29 de maio, vamos às ruas para lutar! A única saída para os estudantes, os trabalhadores e trabalhadoras, empregados ou desempregados, é a organização e a luta combativa pelos métodos de ação direta. Chamamos todo mundo pra colar na Praça do Ciclista, às 15:30, e formar a coluna combativa conosco. Em seguida, vamos em direção ao MASP para encontrar o resto do ato!
NEM PARLAMENTO, NEM ELEIÇÃO!
AÇÃO DIRETA E REVOLUÇÃO!
12 de maio de 2021
28 de agosto de 2020
TODO APOIO AO PROFESSOR ADRIANO GOMES! READMISSÃO, JÁ!
Governo Doria faz uso de lei editada na Ditadura Militar para demitir professor. O professor de Educação Básica do ensino oficial do estado de São Paulo, Adriano Gomes da Silva, foi DEMITIDO PELO GOVERNADOR FASCISTA JOÃO DORIA. Tal decisão, vem a evidenciar mais ainda a política de destruição da educação, assim como o terrorismo de Estado promovidos pelo PSDB nos governos de São Paulo! A burguesia que comanda o estado paulista, pune com a demissão um professor que dedica-se exaustivamente anos de trabalho à educação.
Sob acusações infundadas, e
provas inverídicas, o governo do Estado de São Paulo, com o poder de suas
instituições (militar, jurídica e política), a fim de eliminar os sujeitos que
contestam sua política sempre em favor dos ricos e em prejuízo dos pobres, arquitetou
um processo que, em vez de reconhecer a pessoa na condição de vítima da
malvadeza política que esse mesmo Estado faz, criminaliza-a pelas reações que
ora possa manifestar em resposta aos ataques que sofre por parte de
instituições repressivas do próprio Estado. Crime é o Estado responsabilizar uma
pessoa por crimes nunca cometidos!
Pobre, preto e periférico sabem,
pelo que sentem na pele, muito bem o que essa postura política do governo
fascista BolsoDória quer dizer!
É AÇÃO TERRORISTA DO ESTADO PERSEGUIR E PUNIR QUEM LUTA CONTRA SUAS POLÍTICAS NOCIVAS!
A pedido do Governo do Estado de
São Paulo, a Procuradoria Geral do Estado (PGE), desde 2014, moveu um Processo
Administrativo Disciplinar contra o professor Adriano e o enviou à Secretaria
de Educação.
Utilizando-se da Lei 10.261, de
1968, portanto, o quarto ano da Ditadura militar no Brasil, o Estado acusa o
professor de “se comportar na vida privada de forma incompatível com a da vida pública”.
Diz no processo: “não se pode admitir que um professor se conduza de forma
inadequada, ainda que tal conduta responsável ocorra fora do desempenho do cargo”. E qual foi a “conduta
inadequada” pela qual acusam o professor? Reagir a brutalidade policiai no
momento em que foi abordado acompanhado de sua companheira, numa rua quase
deserta, em março de 2014.
O Estado, na narrativa de
policiais, acusa o professor Adriano de desacato e resistência. Então, perceba
o que o Estado é capaz de fazer para perseguir uma pessoa de luta: invade e
violenta sua vida privada para condená-la no setor público! Essa tem sido uma
prática terrorista recorrente promovida pelo governo do PSDB! Incontáveis
trabalhadores do funcionalismo público do estado de São Paulo, têm sofrido
ameaças, perseguição, prisão e demissões ao longo dos governos do PSDB.
Por sua vez, o pau-mandado do
secretário de educação, Rossieli Soares, obediente aos mandos do ditador João
Dória/PSDB, assinou a punição disciplinar ao professor, tendo em vista acusações
sustentadas apenas em depoimentos de testemunhas de acusação. Depois de acabar
com a educação do Estado do Amazonas, como secretário de dois governos atolados
em corrupção, não precisamos de uma boa memória para lembrar dos males que este
atual Secretário de educação do Estado de São Paulo é o mesmo delinquente que
ocupou o cargo de ministro da educação do governo Temer/MDB e também detonou
reformas na educação, sempre em favor dos ricos empresários, cujos efeitos
sobretudo para os mais pobres serão sentidos a perder de vistas.
Apenas quatro testemunhas
depuseram para falar do professor Adriano. Dois eram diretor e ex-diretora de
escolas onde o professor trabalhou e outros dois eram policiais, os mesmos
agentes que o detiveram em março de 2014. Veja bem, as testemunhas policiais
que acusam o professor são as mesmas que haviam detido o professor por
acusações injustas. Os policiais, de agressores contumazes como sempre são, ali
se colocam – no momento da detenção do Adriano - como vítimas que se defendiam (sic!)
do “agressivo professor” que, segundo seus depoimentos, os ofendia.
Das quatro testemunhas, apenas
uma não se prestou ao maldoso conluio com o governo de acusar o professor por
um comportamento que não condiz com a realidade. Por outro lado, não há uma
única palavra (quer seja de acusação ou quer seja de defesa) de pais, mães ou
estudantes, que pudesse de fato atestar as acusações implicantes sobre a conduta
do professor Adriano.
E o que mostra que tais acusações
são fruto de perseguição do Estado para com o professor? E o que caracteriza
essa demissão como uma punição política aplicada pelo Estado de São Paulo para
criminalizar o professor? Ora, fora do Estado, não há uma única queixa por
parte de qualquer pessoa/civil que acuse o professor por qualquer desvio de
conduta. No processo, movido pela Procuradoria Geral do Estado e encaminhado à
Secretaria de Educação a pedido do Governo de São Paulo, (a exceção de um) todos
os acusadores do professor são agentes do Estado! Se isso não se configura como
perseguição política, que outra explicação pode haver para demitir o professor?
O processo movido contra o
professor Adriano, demostra o caráter da política terrorista do governo burguês
no Estado de São Paulo. Montado para criminalizar um professor que luta contra
as políticas de destruição da educação e contra a precariedade das condições
sociais; que luta pela dignidade da condição humana; que luta por uma escola de
qualidade e gratuita para todos e todas!
O processo de demissão do
professor Adriano é de igual maldade política com que se fez a criminalização e
também demissão do Professor Antonio Geraldo Justino, o professor Tonhão.
Tonhão foi demitido (juntamente com Claudio Augusto, Marcos Roberto e Cleosmire
Gonçalves, todos educadores da rede estadual de ensino), no ano seguinte a
greve dos professores nos anos 2000. Porque ousaram lutar contra a política de
depredação das condições da educação, todos esses professores foram demitidos pelo
também governador fascista Mário Covas (o avô do Bruno Covas, o atual fascistinha
prefeito da cidade de São Paulo). Tonhão foi impedido de voltar à sala de aula
como professor de escola pública e teve cortada sua aposentadoria referente a
32 anos de trabalho realizado como professor da rede estadual de ensino
paulista.
A história não deixa dúvidas: os
governos do PSDB carregam em seu histórico a prática de arruinar a educação e
as condições de vida do povo trabalhador! Os governos do PSDB são bandidos do
mesmo saco!
A burguesia paulista instaurou
uma ditadura administrada pelo PSDB, cuja extensão dos danos incalculáveis
ultrapassou duas décadas no governo no Estado de São Paulo. Mario Covas, José
Serra, Geraldo Alckmin e João Dória, são todos quadrilheiros do mesmo saco, responsáveis
pelo descaso das políticas públicas no Estado de São Paulo há pelo menos duas
décadas e meia. Todos eles são culpados por crimes que deveriam ser
inafiançáveis: roubo de merenda, fechamento de escolas, precarização das
condições de vida dos trabalhadores e sucateamento da educação, postos e
hospitais. Não satisfeito com tudo isso, Doria ameaça precarizar ainda mais a
vida do povo trabalhador, pois, o mesmo enviou este mês para a Assembleia
Legislativa de São Paulo o Projeto de Lei 529/20 que tem como objetivo a
privatização de empresas públicas, a demissão de trabalhadores, aumento de
contribuição para servidores públicos com acesso ao Instituto de Assistência Médica
ao Servidor Público Estadual (IAMSPE), cortes nas verbas das universidades
estaduais e o fim de um programa de habitação popular (CDHU). Doria, ditador
burguês, já não basta a Reforma da Previdência que você impôs no começo do ano,
aos trabalhadores do Estado, e dos bilhões em isenções fiscais que você concede
ao empresariado paulista? É preciso reagir a violência da classe desses
parasitas!
O aumento da concentração de
riqueza entre os mais ricos é resultado do aumento da pobreza entre os mais
pobres! Todos os governantes de plantão, partidários da burguesia, são
responsáveis por estas condições desumanas!
As condições indignas que
vivenciamos nesse momento são fruto dos governos do PSDB e de todos os governos
amigados com o empresariado, a burguesia que corrompe pelo lucro! Basta
observar a forma criminosa com que o ditador fascista Bolsonaro vem conduzindo
o povo trabalhador do nosso país a um verdadeiro massacre!
É isso! Não nos enganemos! Todos
os governos comprometidos com a manutenção e reprodução do modo de produção de
riqueza que beneficia somente as condições privilegiadas dos ricos, agem de
forma parecida! Não nos enganemos com as cores partidárias! As políticas
implementadas pelos administradores ocupantes da estrutura de um Estado cada
vez mais controlado pela burguesia, aproveitadores da riqueza social produzida
pela classe trabalhadora, visam as mesmas medidas: roubar, saquear, explorar o
povo trabalhador, e usar as instituições para perseguir e punir os
trabalhadores, assim como fazer uso das forças militares para reprimir aqueles
e aquelas que se levantam para contestar essa estrutura opressora!
Então, com todo esse histórico de
degradação da educação e das políticas públicas pela Ditadura do PSDB, não podemos
permitir que um professor, ou quaisquer outros(as) trabalhadores, seja punido
com demissão - ou qualquer outra medida política disciplinar - por lutar e
querer mudar esse histórico de destruição do que é nosso! Como pode um
professor ser culpado, responsabilizado, incriminado por um crime que quem
comete é o chefe do Estado? Como pode, policiais fazerem um serviço tão sujo,
batendo, prendendo e massacrando quem trabalha enquanto protegem as classes dos
que nos roubam?
Todo trabalho realizado junto aos
filhos e filhas dos trabalhadores e trabalhadoras da periferia, que desenvolva
uma proposta de construção de uma consciência crítica que questione o papel do
Estado, suas políticas de estruturação e manutenção das desigualdades e das
classes sociais que o controlam, será duramente atacado pelos defensores da
política criminosa e assassina do Estado! Todo trabalho que proponha a classe
dos explorados refletir sob suas condições de exploração, será combatido
exatamente pelas classes que se beneficiam dessa exploração! Todo trabalho que
permita aos oprimidos compreenderem a realidade e a problemática sociais que
nos envolvem, para agir sobre ela a fim de modifica-la, está sob o risco de ser
punido pelo terrorismo do estado!
Assim, tem sido a postura
aguerrida do professor Adriano. Como muitos outros trabalhadores explorados da
periferia de São Paulo, tem se colocado na defesa da dignidade de se viver
noutro mundo possível. Agora, sonhar e lutar pelos seus sonhos também é crime?
Mediante as condições materiais da riqueza que construímos, é possível um mundo
infinitamente maior!
A perseguição política da
ditadura BolsoDória se evidencia na forma como a Procuradoria Geral do estado
de São Paulo descreve um falso perfil e procura através deste atribuir uma
“conduta reprovável” do professor Adriano. No Processo Administrativo
Disciplinar, o comportamento do professor é descrito como violento, agressivo, emocionalmente
incontrolável. Ora, o episódio descrito pela Procuradoria para estruturar a
narrativa do processo de demissão do professor (e neste liga outras acusações igualmente
incabíveis) dá conta das violações que o professor sofreu, aplicadas por
agentes da segurança (os policiais) do próprio Estado, e não o contrário!
Narra a Procuradoria, que no dia
18 de março de 2014, após ter saído de uma assembleia de professores do ensino
público do estado de São Paulo, o professor Adriano foi abordado por policiais
militares enquanto caminhava com sua companheira numa rua quase deserta. Acusando-o
de desacato e resistência, o professor foi levado até uma delegacia e lá foi
lavrado a ocorrência. Vejamos: o relato da Procuradoria Geral do Estado indica que
o professor foi detido após um ato político, o que vem a demonstrar que sua
demissão se deve a uma determinação política e não por quaisquer desvios de
conduta! Isso se evidencia no próprio documento que sentencia a demissão. No
documento, encontra-se registrado, pela própria Procuradoria Geral do Estado, a
avaliação que faz sobre a questão da assiduidade (a frequência ao trabalho) do
professor, deixando evidente o grau da armação política: “No que tange ao excessivo número de faltas que foi imputado ao acusado
(...) nenhuma prova se produziu nesse
sentido, restando afastada tal imputação”. Ao tentar encontrar justificativa e atribuir crime para demitir o
professor, o próprio Estado acaba por incriminar-se!
E O SINDICATO DOS PROFESSORES, QUE POSTURA DEVE TOMAR?
A demissão do professor Adriano
Gomes deve ser encarada como uma questão política e não meramente jurídica! Assim
como ocorreu aos 4 professores grevistas demitidos em 2001, não queremos que o
sindicato apenas judicialize a luta e abandone o lutador no curso da luta de
classes! Assim como ocorreu aos 4 professores grevistas demitidos em 2001, em
vez de encarar a luta de classes e lutar pela readmissão dos professores
demitidos, a direção majoritária da APEOESP optou pela via da renúncia do
embate político para oferecer aos criminalizados pelo governo do Estado apenas
uma ajuda de custo. Ora, para que serve o sindicato, senão para defender com
unhas e dentes seus associados (individuais ou coletivamente, conforme diz seu
estatuto)? Para que deve servir uma entidade que diz representar trabalhadores,
senão para defender trabalhadores, independentemente de sua vinculação ou não à
categoria associada?
A forma amistosa e conciliatória
com que a direção da principal entidade representativa dos profissionais do
ensino oficial do Estado de São Paulo, a APEOESP, costuma lidar com as maldades
políticas praticadas pelo governo paulista, tem deixado a esmagadora maioria dos
professores à desejar! Basta olhar as derrotas que temos colecionado, conduzidas
pelo dirigismo da burocracia sindical. Ao contrário do que a burocracia costuma
alardear como “vitória”, “conquista!”, o péssimo resultado para uma categoria tem
se traduzido forma de derrota política!
Chega de controle da estrutura
sindical como trampolim para carreira política! Façamos valer o estatuto da
entidade: independência de partidos, já! Em defesa da categoria!
Chega de represar a grana das
contribuições sindicais para financiamento de campanhas políticas que só servem
para desviar da luta entre a classe trabalhadora e a burguesia, a luta de
classes tão necessária para se fazer avançar a ruptura completa com esse
sistema capitalista!
Chega de concentrar a riqueza das
contribuições dos professores, sindicato não é banco! É preciso botar os
milhões de arrecadação mensal e sua estrutura sindical a serviço das reais necessidades
dos trabalhadores em geral; a serviço da solidariedade e da unidade da classe
dos explorados(as) na luta contra o capital!
Chega de traições e desvios no
processo da luta política! Sindicato é para se lutar!
A condução da luta de classes
apenas pela via judicial é a certeza da derrota política da categoria!
Assembleia geral, já!
FASCISMO NÃO PODE SER TRATADO COMO ESTRANHA COINCIDÊNCIA, TEM DE SER COMBATIDO!
É de estranhar que essa demissão do
professor Adriano venha a calhar exatamente no momento em que a extrema-direita
de plantão põe em curso um processo de perseguição aos lutadores antifascistas,
produzindo dossiês com centenas de trabalhadores expostos aos assassinos
milicianos e das forças fardadas dos Estados! Não nos descuidemos! É preciso
reagir! É preciso nos fortalecermos em organizações (comitês, conselhos,
associações e assembleias populares, sindicalismo revolucionário) que nos garantam a continuidade da luta!
Do contrário, a história nos cobrará pela negligência dos olhos abertos diante
do abismo!
24 de agosto de 2020
LUTA POR DIGNIDADE AOS PROFESSORES CONTRATADOS!
15 de agosto de 2020
NÃO AO RETORNO ÀS ESCOLAS NA PANDEMIA!
23 de maio de 2020
EM DEFESA DA HORTA COMUNITÁRIA NA CIDADE DE CAMPO LIMPO PAULISTA!
Infelizmente tivermos que vir à público denunciar a depredação que a
Horta Comunitária Jardim Campo Limpo está sofrendo. A horta fica no
bairro de mesmo nome na cidade de Campo Limpo Paulista, interior de SP. É
lamentável que diante da situação porque estamos passando, com
pandemia, desemprego, falta de renda, gente tenha coragem de atacar e
depredar atividades como essas, que busca produzir alimentos (mesmo que
seja pouco já faz diferença), cuidar do lugar, proteger a mata, os
animais e articular esforços individuais e coletivos. Infelizmente
estamos passando por isso. Esperamos que estas pessoas se toquem, sejam
sensibilizadas sobre o grave erro que estão cometendo e parem com isso.
Se não querem cooperar, não depredem o que é público e coletivo. Não
toleraremos mais estas atitudes. Preferimos o entendimento, mas não
vamos mais apenas olhar a falta de respeito pelo nosso trabalho e pela
coletividade.30 de abril de 2020
Não é novidade que, assim como a
necessidade de criar deuses, nós também sentimos que precisamos criar um
marcador de tempo, algo que pudéssemos nos amparar, definir de alguma forma o
que seria passado, presente e futuro. E cada cultura humana tratou de resolver
essas questões, de crença e de tempo, à sua maneira.3 de março de 2020
URGENTE!
INFORME - 02 de março 2020
A Ocupação Yary Ty comunica ESTADO DE EMERGÊNCIA DO
TERRITÓRIO INDÍGENA da T.I. Jaraguá e convoca imprensa, parceiras e
parceiros para comparecer dia 04 de março, às 15h, no Fórum da 14a.
Vara Federal na Avenida Paulista 1682, para fortalecer na reza dos
Guarani durante a audiência.
Em 30 dias de resistência que migrou de um estado espiritual de luto devido à sorrateira devastação da Natureza causada pela Imobiliária Tenda, após a supressão de 500 espécies arbóreas de uma área sagrada remanescente da Mata Atlântica que compõe o Cinturão Verde deste mesmo bioma, ao estado físico e emocional e tenso de luta e resistência!
Após a denúncia de crime ambiental e constitucional feita pelo povo Guarani, muitas questões vieram em discussão causando grande movimento nos órgãos competentes e trazendo visibilidade e interesse da imprensa nacional e internacional a questão que vai de encontro as pautas do inevitável colapso climático e aquecimento global, apontando para os perigos da devastação da natureza no planeta.
A luta no Jaraguá envolvendo a Imobiliária Tenda e os Guarani colocou em contradição competências municipais, estaduais e federais e configurou um conflito político- financeiro, muito aquém do legislativo, uma vez que foram desconsideradas a legislação federal e os acordos internacionais os quais o Brasil é signatário.
Os interesses da Imobiliária Tenda neste conflito são escusos e provenientes de uma ação de especulação imobiliária, gozando da precariedade social sofrida pelos brasileiros, onde empresas de capital acionário majoritários nas mão de gigantes como AMBEV e Banco Itau (principais acionistas da Tenda) aproveitam da figurativa econômica de baixa renda para sugar, capitalizar e enriquecer em nome da "moradia popular" e falsa distribuição de empregos.
Os crimes produzidos pela Imobiliária Tenda e seus co-reponsáveis, Secretaria do Verde e Meio Ambiente e Prefeitura de São Paulo, que concederam as licenças irregulares, não ficarão impunes, se depender da ação dos Guarani. Porém, os guardiões da Natureza estão sofrendo um seríssimo ataque, registrado e documentado, através de um ofício emitido pela Polícia Militar do Estado de São Paulo para cumprir uma ordem judicial de reintegração de posse expedido por uma juíza de primeiro grau do Fórum Regional da Lapa.
O ofício determina a execução da ordem no dia 10 de março em tom de guerra aos Guarani da Terra Indígena Jaraguá. Na omissão da prefeitura de São Paulo a este documento, pressupõe-se que esta passa de co-reponsável a responsável direta, pelo próximo crime que está sendo configurado, considerado nos termos do ofício:
📌"...fazendo-se necessário para tal a utilização de armamentos não letais e armamentos de impacto controlado - arma de incapacitação neuromuscular, vulgarmente conhecida como "arma de choque", bem como a utilização de VANT - veículo aéreo não tripulado, modalidade drone...
Considerando-se ainda que os supracitados itens e materiais estão sendo solicitados, mas estão alocados neste mês de fevereiro nas operações de Pré Carnaval, Carnaval e Pós Carnaval que são desenvolvidas pela Polícia Militar...
Considerando-se a necessidade de receber os materiais das outras unidades na primeira semana de março..."📌
Com este chamado, vamos fazer uma forte corrente, em uma força tarefa para o próximo dia 04, para um movimento de fortalecimento, e através da imprensa, divulgação massiva dessa ocorrência. Que as energias e forças de Nhanderu e dos Guardiões da Floresta não permitam que o caso chegue até o dia 10 num quadro de carnificina promovido pelos órgão supramencionados.
Caso contrário, uma nova convocação se faz necessária, a Ocupação Yary Ty chega em fase crucial de resistência e sobrevivência, com a execução da ação de reintegração de posse, hostil e armamentada, contra um movimento de salva guarda da Mãe Natureza e do Nhanderekó Guarani (modo de vida e cultura). É solicitado, a todos e todas que puderem, comparecerem e se possível acamparem da virada do dia 09 para o dia 10 na ocupação, afim de somar nessa luta! Aguyjevete ✊🏿🍃!
Contribua e fortaleça, cada um a sua condição e fé, em uma causa de vc proteção e construção de ideias para adiar o fim do mundo!
Nosso luto virou luta! Somos a resistência!
TODO APOIO À LUTA INDÍGENA NO JARAGUÁ!
22 de dezembro de 2019
ALARU? PRESENTE!!!
Alaru, pan-africanista, linha de
frente contra o racismo
21/12/19 por Kaique Dalapola para
o Ponte Jornalismo.
Professor de história e fundador
da União dos Coletivos Pan-Africanistas (UCPA)
Formado em História desde 2007,
dizia que sua faculdade era a luta, as ruas e as praças. Lecionou na zona leste
paulistana em escolas municipais e estaduais, além de dar aulas em cursinhos
comunitários pré-vestibular.
Em agosto de 2000, quando editava
o jornal autônomo Filhos da África, juntou com membros de outros cinco
movimentos para formar a UCPA com o objetivo de difundir o pan-africanismo e o
fortalecimento do povo preto de forma autônoma, sem vínculo com ONGs, partidos
políticos, sindicatos e empresas.
“Na época, queríamos provar a
possibilidade de fazer luta em prol da comunidade preta sem estar atrelado a
outras instituições. Queríamos ter o controle de nossas narrativas e agendas”,
conta o professor Abisogun Olatunji, de 37 anos, que esteve com Alaru desde o
começo da UCPA.
Companheiros de movimento
destacam que Alaru foi responsável por ensinar uma geração de jovens pretos a
ter autonomia na luta contra o racismo e atuar intransigentemente contra a
supremacia branca
“Alaru era um grito, um professor
para cada preto e preta que luta diariamente pela dignidade de nosso povo. Foi
uma perda irreparável”, diz o assistente jurídico Wesley Nascimento, 27 anos,
que militou no mesmo movimento que ele por cerca de um ano.
O militante negro Jomo Akanni, de
46 anos, destaca que Alaru “sempre pautou a luta coletiva como o mais
importante”. Parceiros de luta durante 17 anos, Akanni lembra que o professor
“criou o termo pan-africanista por essência, que seria um reconhecimento a
irmãos e irmãs que, apesar de não se denominarem seguidores do pan-africanismo,
tinham o amor ao povo preto como pilar de vida”.
O ativista negro Kairu Kijani, de
22 anos, diz que Alaru “foi muito dedicado e com muita disposição na luta,
acolhedor e carinhoso na forma de tratar os irmãos”. Afirma ainda que o
professor “ensinou a amar o povo preto e lutar por todos os meios
necessários”.
Para Wesley, “era incrível
observar os jovens por volta dos 18 anos que ficavam em silêncio para ouví-lo,
pois todos tinham consciência do aprendizado que teriam com ele”. Eles se
conheceram durante protestos pela liberdade
do ajudante Igor Barcelos Ortega.
Em uma manifestação pela
liberdade de Igor, que também apontavam racismo nas prisões da modelo Babiy
Quirino e do educador Marcelo Dias, em setembro do ano passado, Alaru foi o
responsável por puxar um jogral no fim do protesto.
“Nós não podemos acreditar em
promessas de partidos políticos, a justiça não é cega, a justiça é branca e
racista. Nós temos que nos organizar, entre nós, em nome de uma única bandeira,
a bandeira do povo preto. Lutar por liberdade e poder para o povo preto”, disse
na ocasião.
Em outro ato que a Ponte cobriu e
Alaru estava na linha de frente, militantes
negros escracharam uma manifestação de brancos em frente ao Palácio
dos Bandeirantes, no Morumbi, zona sul da capital paulista. Os moradores da
região foram às ruas para apoiar os policiais militares que mataram o menino
Ítalo Ferreira de Jesus Siqueira, de 10 anos.
Enquanto os brancos entoavam
palavras de ordem apoiando a morte do menino, na manhã de 11 de junho de 2016,
Alaru usava uma caixa de som, acompanhado de outros militantes negros, para
dizer que estavam lá “mais uma vez denunciando e prontos para o enfrentamento
contra o povo que apoia o genocídio do povo negro”.
Em 2017, novamente o professor
estava na linha de frente das manifestações denunciando racismo no caso do
menino João Victor Souza de Carvalho, de 13 anos, que morreu em frente ao
Habib’s da Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte paulistana, em fevereiro.
Depois de um dos protestos que
terminou com o fechamento momentâneo de duas unidades da esfiharia, no dia 1º
de abril, Alaru disse sobre a importância em “manter o enfrentamento contra
esse gigante chamado Habib’s, que é uma forma de não cair no esquecimento o
caso do João Victor e o genocídio que acontece com nossas crianças”.
Sempre preocupado com as
crianças, sonhava em construir uma escola pan-africanista na periferia da zona
leste paulistana, onde vivia. Ele deixa a companheira com quem tem dois filhos
ainda criança e outro filho de 20 anos de um relacionamento anterior.
No Facebook, a advogada Dina
Alves, que integra o IBCCRIM (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais),
disse que “a luta pela educação e por uma sociedade antirracista perdeu um
professor”, e destacou que “a luta segue e seus ensinamentos serão lembrados”.
Nos registros, Alaru deixa a
frase que costumava puxar nas manifestações: “Racistas, otários, nos deixem em
paz”.
O professor de história e
ativista negro Alaru morreu no dia 20 de dezembro (2019), aos 43 anos. Fundador
da UCPA (União dos Coletivos Pan-Africanistas), ele esteve na linha de frente
em importantes manifestações contra o racismo.
O ativista morreu em decorrência
de problemas cardíacos. Ele ficou internado no Hospital Geral de São Matheus,
na zona leste da cidade de São Paulo, e morreu na tarde de sexta-feira. O
velório aconteceu na manhã de sábado (21/12), e o enterro à tarde, no cemitério
da Vila Formosa, também na zona leste.







