19 de setembro de 2015
13 de junho de 2015
EM SÃO PAULO, BUROCRACIA SINDICAL ACABA A GREVE DOS PROFESSORES, MESMO SOB FORTE ATAQUE DO GOVERNO DE GERALDO ALCKMIN/PSDB
Passados 3 meses e 2 dias, greve dos professores do
Estado de São Paulo foi encerrada sem nenhuma proposta por parte do governador
Geraldo Alckmin/PSDB. Admitindo o enfraquecimento do movimento grevista e, ao
mesmo tempo, para tanto, sem conseguir disfarçar sua articulação na
desmobilização política, a burocracia sindical anunciou o fim.
O movimento grevista que em seu início havia
adquirido força (grande adesão do professorado), foi se consumindo, sob a
articulação da burocracia. Seu descenso não deveu-se apenas aos contínuos
ataques (não pagamento dos dias parados, substituição de professores grevistas,
terror político sob ameaça de quebra de contrato e exonerações...) do governo
do PSDB, mas também devido aos descaminhos adotados pela burocracia: nenhuma
radicalização, aliás, nenhuma ação que fugisse ao seu controle, retirada da
luta do campo político para o campo jurídico e, principalmente, o que poderia
ter mantido a chama da luta acesa, faltou aplicar o dinheiro necessário no
fundo de greve para os professores lutadores se manterem na luta.
Essas medidas, pesaram sobremaneira à greve. Atrofiaram
seu belo vigor. Em sua fase final, um destacado setor do professorado grevista,
por mais que resistisse contra o chamado para o fim da greve, por mais que
argumentasse contra seu término, seus argumentos já não encontravam lastro que
se sustentassem mediante a desesperança que as medidas fascistas do governo
haviam criado e a insatisfação e a raiva que a burocracia tinha provocado. Tudo
isso foi difícil de conter sem ao menos gerar um nó na garganta.
Na penúltima assembleia, o movimento evidenciou
os sinais da temperatura dos ânimos dos lutadores. Uma expressiva parcela
defendeu a continuidade da greve, tendo para isso enfrentado na porrada e
expulsado sob gritos os bate-paus dos seguranças pagos (com o dinheiro dos
associados) pela burocracia sindical para impedir os professores da base de
terem estes o direito de falar no carro de som nas assembleias. Impressiona o
resultado que a força política é capaz de fazer: a pressão exercida por setores
independentes descontentes com a proposta de encerramento da greve - feita por
setores ditos de oposição, em conluio com a articulação - foi tão intensa que,
naquele momento, mudou o quadro da decisão da votação sobre o fim da greve,
tendo passado como proposta vencedora sua continuidade.
Contudo, apesar do esforço da resistência
combativa, o movimento - observado como um todo - já estava em descaminho a
largos passos, o que o colocava em condições quase irreversíveis, difíceis de
serem contornadas, tamanho era o abalo e o desânimo nos olhos do professorado
grevista.
A política fascista do governo e as medidas burocráticas que
atravancaram a luta por parte da burocracia sindical, consequentemente, levavam
à derrota uma greve histórica que começou e terminou tão aguerrida.
Como na luta de classes nada se perde, tudo é
aprendizado, essa greve não se encerra sem deixar como saldo político o orgulho
numa grande parcela do professorado de ter vencido seu medo de ir à luta. E,
principalmente, a consciência de que a greve é apenas uma das ações políticas
aplicadas na luta, e que ela é transitória, mas a luta é contínua!16 de maio de 2015
GREVE CONTINUA!
Apesar da truculência policial contra os trabalhadores, movimento grevista resiste e segue à luta!
No Brasil, em vários estados e cidades, explodiu uma onda de greves na educação. O que motiva a luta já é sabido pela classe trabalhadora: arrocho salarial e condições de trabalho degradadas pela política das classes governantes (políticos e patrões); roubo do dinheiro que deveria ser aplicado nas áreas prioritárias (saúde, educação, moradia, transporte, emprego...) para ser entregue aos grandes empresários e assim aumentar sua riqueza.
Com a crise global da economia capitalista, a classe empresarial - e sua insaciável sede de lucro - obriga governos do mundo inteiro a fazerem o chamado plano de austeridade, isto é, reduzir/cortar o dinheiro de setores prioritários para garantirem seus rendimentos/ganhos/lucros. Seguindo essa ordem (da ditadura política econômica do capital) com absoluta obediência, os governos Dilma/PT, Alckmin/PSDB, Beto Richa/PSDB e demais governos estaduais das mais variadas siglas partidárias, têm cumprido com seus papeis de serviçais: empregaram medidas autoritárias (como os cortes de recursos essenciais a uma mínima qualidade de vida), força policial, exército, aprovação de projetos que agridem os direitos dos trabalhadores (caso do PL 4330/04, aprovado na câmara dos deputados e seguirá para o senado, cuja conseqüência evidente é o agravamento do desmonte de direitos do trabalhador), proibição a manifestações...
E, quando os trabalhadores reagem, se organizam e lutam contra os ataques de políticas fascistas, são duramente reprimidos pela força militar do Estado, e têm grande chance de virarem perseguidos políticos. E a justiça, aos pés dos mais ricos, ataca com freqüência um dos mais importantes instrumentos de luta dos trabalhadores, a greve, julgando-a de ilegal e sob a ameaça de multa, sempre de acordo com os interesses dos governantes e dos patrões.
Em São Paulo, professores continuam de forma aguerrida uma greve que já ultrapassa 50 dias de luta. Depois de cortar verbas essenciais à boa qualidade da educação, depois de abandonar a escola pública a sua própria sorte, depois de deixá-la imprestável, insociável, o governador Alckmin/PSDB tenta se esconder, silenciar, se eximir da responsabilidade pelos maus-tratos aos trabalhadores da educação e aos alunos. A luta dos professores mostrará o preço que esse governador pagará por sua política fascista.
No Estado do Paraná, também sob o governo do PSDB, Beto Richa protagonizou uma das cenas políticas mais recentes que estarreceu e feriu a classe trabalhadora brasileira. Na tentativa de querer aprovar um plano de previdência que visa ao saque do dinheiro dos servidores públicos do Paraná para cobrir o rombo que seu governo fez durante sua catastrófica gestão, o governador usou da força militar para evitar qualquer impedimento a aprovação de seu projeto. Daí, o que o mundo viu foi um verdadeiro massacre. A polícia de Beto Hitler (assim como os lutadores passaram a chamá-lo, com as merecidas considerações), violentou os grevistas.
11 de abril de 2015
CONTINUA A GREVE DOS PROFESSORES DA REDE ESTADUAL DE ENSINO DE SÃO PAULO!
Com quase um mês de greve, na
assembleia realizada (10/04) próxima ao palácio do governo de São Paulo, no
Morumbi, a maioria dos professores da rede estadual de ensino decidiu continuar
a greve contra os ataques da política fascista do governador Geraldo
Alckmin/PSDB. Para além das pautas que reivindicam (aumento salarial e melhora
nas insuportáveis condições de trabalho), manifestaram-se também contra a o
projeto de lei que visa à redução da maioridade penal; e contra o projeto de
lei 4330, de terceirização do trabalho cujo resultado mais óbvio será a
intensificação do desmonte dos direitos trabalhistas. Os professores aprovaram ainda
a manutenção do acampamento (este em frente à Secretaria de Educação - Praça da
República), e a caminhada que passou pela sede do governo, o Palácio dos
Bandeirantes, e se encerrou depois de fechar a marginal pinheiros e de passar
em frente à TV Globo paulista, cujo repúdio à cobertura jornalística desse
emissora – sobre a greve - ecoou pelas vias intransitáveis.
Marcaram ainda uma próxima
assembleia para o dia 17/04, às 14h, no Masp, com predefinição do percurso:
pela avenida 23 de maio até a Praça da república.
Luta de
classes
Os explorados têm de entender que
com exploradores não se negociam
nada a menos do que sua emancipação.
No limite da luta de classes,
ou os explorados arrancam dos exploradores os meios que os exploram
ou de outra forma não poderão se ver livres da exploração.
Enquanto classe, os exploradores não conseguem viver sem os explorados;
o contrário é possivelmente o ideal: o fim das classes.
Mas, para se libertarem é preciso saber:
Quais instrumentos utilizar?
Quais armas empregar?
Quais estratégias medir?
Quais táticas aplicar?
Já esgotaram-se todos os recursos na luta do trabalho contra o capital,
contra o Estado?
Um longo
tempo de greve para se defendercom exploradores não se negociam
nada a menos do que sua emancipação.
No limite da luta de classes,
ou os explorados arrancam dos exploradores os meios que os exploram
ou de outra forma não poderão se ver livres da exploração.
Enquanto classe, os exploradores não conseguem viver sem os explorados;
o contrário é possivelmente o ideal: o fim das classes.
Mas, para se libertarem é preciso saber:
Quais instrumentos utilizar?
Quais armas empregar?
Quais estratégias medir?
Quais táticas aplicar?
Já esgotaram-se todos os recursos na luta do trabalho contra o capital,
contra o Estado?
dos ataques danosos de quem os explora!
Prosseguir na luta não é mais uma demanda imediata,
mas uma questão de honradez:
é a dignidade humana falida que os exploradores querem como troféu!
É a condição humana degradada que o Estado fascista tem por finalidade!
Em meio aos ataques dos exploradores
os explorados resistem
vivos, altivos, atentos e dispostos a recuperar
sua condição humana roubada.
A greve segue
E a luta continua!
3 de abril de 2015
GREVE DOS PROFESSORES DO ESTADO DE SÃO PAULO CONTINUA!
Professores da rede estadual de ensino de São Paulo decidem
pela continuidade da greve
Vencida a proposta, os professores entusiasmados, pelo calor
da força política de seu enorme contingente, 60 mil aproximadamente, tomaram as
ruas, pararam a 23 de maio, e gritaram palavras de ordem que ecoaram dentro do
túnel: NÃO TEM ARREGO!!
Reunidos na tarde desta quinta-feira (02/04), em assembleia
realizada no Masp, av. paulista, os professores estaduais decidiram pela
continuidade da greve, a qual já dura mais de 20 dias, na luta contra a
política educacional nefasta do governo Geraldo
Alckmin/PSDB.
A participação massiva dos professores desarticulou as manobras
costumeiras da burocracia sindical e sua mobilização gigantesca pelas ruas foi
um recado bem claro contra os ataques do governante fascista.
Confrontadas duas ideias de percurso (consolação-república ou 23 de maio-república), como o trajeto fica antecipadamente definido entre a
burocrata Bebel e a polícia do Alckmin, de seguir a marcha pela consolação até
a república, o que prevaleceu foi a força de vontade da maioria que votou pela
decida pela 23 de maio à república. Bebel, visivelmente, engoliu sua derrota,
sob resmungos.
Vencida a proposta, os professores entusiasmados, pelo calor
da força política de seu enorme contingente, 60 mil aproximadamente, tomaram as
ruas, pararam a 23 de maio, e gritaram palavras de ordem que ecoaram dentro do
túnel: NÃO TEM ARREGO!!
Dando continuidade a suas atividades regionais durante a
semana e decididos a retornar para mais um tempo de luta nas ruas, aprovaram o
palácio dos Bandeirantes, a sede do governo do Estado de São Paulo, como o
próximo local de sua assembleia, sexta-feira 10 de abril, às 15h.
Sem o menor sinal de resposta da parte do governo às
reivindicações mínimas para aliviar suas degradantes e asfixiantes condições de
trabalho e de vida, o professorado segue sua luta.
SEM ARREGO!
SEM ARREGO!
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